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quinta-feira, 12 de abril de 2018

SUGESTÃO DE LEITURA SEMANAL (22)



Esta semana, a Biblioteca Escolar João Antunes propõe-te a leitura de um conto de Maria Judite de Carvalho intitulado George. Este conto foi publicado em Março de 1987, no número 96 da revista Colóquio / Letras. Por favor, acede à obra clicando aqui.

«Maria Judite de Carvalho, escritora e jornalista portuguesa, nasceu em Lisboa, a 18 de setembro de 1921.

Criada por tias paternas, num meio de extrema austeridade, teve uma infância pontuada pela morte dos seus familiares mais próximos: Aos 4 anos perdeu uma das tias, aos 8 anos morreu-lhe a mãe e perdeu, ainda jovem, o pai e o único irmão.
Frequentou o curso de Filologia Germânica. Em 1949, ano em que se casou com o professor universitário e escritor Urbano Tavares Rodrigues, foi viver para França, em Montpellier e a seguir em Paris.
Em 1950, teve a sua única filha, que deixou aos cuidados dos avós paternos em Lisboa.
Em 1959, publicou Tanta Gente Mariana, uma obra considerada pela imprensa da época como uma revelação. Em 1961, foi galardoada com o Prémio Camilo Castelo Branco, pela obra As Palavras Poupadas.
A partir de 1968 foi colaboradora nos jornais Diário de Lisboa, da revista Eva e de O Jornal. Colaborou, regularmente, com o «Suplemento Mulheres» do Diário de Lisboa, onde adoptou o pseudónimo Emília Bravo, e escreveu esporadicamente para os jornais República e O Século
As histórias escritas nos jornais e nas revistas constituem documentos fundamentais para o estudo do conjunto da obra, que integra volumes de crónicas, contos, novelas, romance, poesia e teatro.
A 10 de Junho de 1992, foi feita Grande-Oficial da Ordem do Infante D. Henrique.
Recebeu o Prémio da Crónica da Associação Portuguesa de Escritores 1991, com o livro Este Tempo.
O seu último livro publicado em vida, Seta Despedida, recebeu o Prémio da Associação Internacional de Críticos Literários, o Prémio da Associação Portuguesa de Escritores, o Prémio Pen Club e o Prémio Revista Máxima. Foi galardoada com o Prémio Vergílio Ferreira, da Universidade de Évora, em 1998.
Faleceu, em Lisboa, no dia 18 de janeiro de 1998.
Em 2008, teve lugar um colóquio internacional em Paris sobre a sua obra: Colloque International Maria Judite de Carvalho.
Nos seus quase 30 anos de carreira literária escreveu sempre sobre a solidão. As personagens de Maria Judite de Carvalho vivem em isolamento, submersas no monólogo interior da alma. Histórias cruas e sombrias da vida quotidiana.
Alguns dos seus livros constam do Plano Nacional de Leitura e estão traduzidos para diversas línguas.» In escritores.online.

Para ficares a saber um pouco mais de Maria Judite de Carvalho, podes visualizar o documentário que se segue.


Boas leituras!

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