Bibliotecas do Agrupamento

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sexta-feira, 19 de janeiro de 2018

O tempo esse grande escultor...

Janeiro é um mês longo e frio. O tempo custa a passar...

E foi a propósito do Tempo que o nosso painel foi decorado com um travalínguas e um soneto em forma de trocadilho que vieram mesmo a propósito!!


O tempo perguntou ao tempo
quanto tempo o tempo tem,
o tempo respondeu ao tempo
que o tempo tem tanto tempo
quanto tempo o tempo tem.


CONTA E TEMPO

Deus pede estrita conta de meu tempo.
E eu vou, do meu tempo, dar-lhe conta.
Mas, como dar, sem tempo, tanta conta,
Eu, que gastei, sem conta, tanto tempo?

Para dar minha conta feita a tempo,
O tempo me foi dado, e não fiz conta.
Não quis, sobrando tempo, fazer conta.
Hoje, quero fazer conta, e não há tempo.

Oh, vós, que tendes tempo sem ter conta,
Não gasteis vosso tempo em passatempo.
Cuidai, enquanto é tempo, em fazer conta!

Pois, aqueles que, sem conta, gastam tempo,
Quando o tempo chegar, de prestar conta,
Chorarão, como eu, o não ter tempo...

Soneto escrito no século XVII
por Frei António das Chagas (António Fonseca Soares).


"O tempo esse grande escultor" é o título de um ensaio da escritora  Marguerite Yourcenar. E há tanto a dizer sobre o Tempo!!!...

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